Visita escolar guiada resgata o passado da Estrada Boiadeira do Taboado

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Alunos do Colégio Unifev foram orientados pelo turismólogo responsável pelo setor de Museus e Patrimônios Históricos de Votuporanga, Evandro Ferreira

Um grupo de alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Unifev teve a oportunidade de participar de uma visita guiada a um trecho da Estrada Boiadeira do Taboado nesta semana. A antiga rota de tropeiros, aberta no final do século XIX, interliga mais de 25 municípios do noroeste paulista como Votuporanga, Meridiano e Valentim Gentil.

A visita dos estudantes foi organizada pelo professor de história do colégio, Paulo Eduardo Stipp, e orientada pelo turismólogo responsável pelo setor de Museus e Patrimônios Históricos da Secretaria da Cultura e Turismo de Votuporanga, Evandro Junior Ferreira da Silva, que, desde 2003, se dedica à pesquisa de temas relacionados à história da estrada.

De acordo com Evandro, há um projeto de tombamento em tramitação na Secretaria de Estado da Cultura que, caso aprovado, reconhecerá a Estrada Boiadeira como Patrimônio Cultural Paulista, facilitando a aquisição de recursos e investimentos para o desenvolvimento do turismo em Votuporanga e seus arredores. “A ideia é planejar mais roteiros monitorados ao longo do ano, para apresentar ao público as potencialidades culturais da nossa região”, ressaltou.

Para a secretária municipal da Cultura e Turismo, Silvia Stipp, que também esteve presente durante a visita, atividades como esta “contribuem não só para o resgate das memórias do povo votuporanguense, como também auxiliam na transmissão dessas narrativas históricas para as novas gerações”.

História

Fundada no ano de 1895, a Estrada Boiadeira completou 122 anos no último dia 2 de abril. A via serviu como uma importante rota comercial para o Estado de São Paulo até meados do século XX, quando passou a ser gradualmente substituída pelas estradas de ferro.

Antes disso, o caminho era um dos principais acessos utilizados pelas comitivas que transportavam boiadas vindas do Mato Grosso até os frigoríficos paulistas, em especial os do município de Barretos.

Além do gado, eram trazidos pelos boiadeiros artigos como mantimentos e remédios, que abasteciam e movimentavam a economia dos vilarejos ao redor da estrada, de maneira que muitos deles acabaram transformados em cidades.

Ainda hoje é possível se deparar com diversos vestígios que ajudam a contar a história da Boiadeira, como túmulos, casarões, vendas, capelas e até mesmo antigos trechos da estrada, que acabaram cobertos pela vegetação.

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